terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ANTAS X CAPIVARAS: A BRIGA CONTINUA

TERRA DAS ANDORINHAS GANHA APELIDO DE TERRA DAS CAPIVARAS
























A cidade de Campinas é, sem dúvida, uma das mais importantes do estado de São Paulo e até mesmo do Brasil. Tem peso político para discutir com o governo federal temas como o TAV - Trem de Alta Velocidade e a ampliação do Aeroporto de Viracopos. É sede de uma das principais universidades do Brasil e reconhecida mundialmente que é a Unicamp. É sede também do Instituto Agronomico de Campinas cuja história ultrapassa as fronteiras do país. Tem o mais moderno Instituto de Tecnologia de Alimentos - ITAL.

Hoje o prefeito é um médico, de carreira respeitosa, com passagem, inclusive, pela própria Unicamp. O Dr. Hélio como fez questão de ser conhecido politicamente faz o seu segundo mandato à frente do poder executivo. Em 2012 ele completará 8 anos no comando municipal. Apoiado pelo PT, ele que é integrante do PDT, conseguiu armar um time respeitado de assessores. Se não fez melhor foi porque não quiz pois não falta "mão de obra" disponível no mercado local.

CAPIVARAS
Enquanto o prefeito e muitos de seus assessoresenfrentam reuniões e reuniões em Brasília para discutir o TAV e Viracopos, um pequeno problema, surgido na cidade até mesmo antes das gestões do DR. Hélio, foi crescendo, crescendo para prometer explodir neste final de segundo mandato: capivaras no espaço público.

Para provar que o problema rola há muito tempo, vejam o que diz a matéria publicada na revista Terra da Gente de setembro de 2009: "A partir de 1999, o Ibama passou a articular um grupo de especialistas, agregando universidades e outras instituições estaduais e municipais, para discutir uma proposta de manejo. "Vários grupos de pesquisadores estudam as populações de capivaras. O que estamos tentando fazer é juntar todas essas experiências para elaborar um plano de manejo estadual de capivaras em São Paulo, e direcionar as formas de manejo para cada caso. Mas isso ainda não está pronto", explica Marli Penteado, analista ambiental do Ibama e doutoranda do Laboratório de Ecologia Animal da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP)"

Ou seja, há doze anos o problema foi apontado e o Plano de Manejo até hoje, ninguém sabe ninguém viu. O Dr. Hélio, também não lógico. Deixou o barco correr esperando que seus assessores buscassem solução para o problema. Eles buscaram e o Ibama apontou o caminho para a solução: sacrificar os 20 animais confinados no Lago do Café. O secretário de Saúde, acatando decisão de órgão federal, anunciou que as capivaras seriam sacrificadas.

Mas não é que o médico Dr. Hélio esqueceu que era médico, e mesmo sendo um caso de saúde pública (da sua área profissional), decidiu desabonar (PELO TWITTER) o secretário e colega médico proibindo o sacrifício dos animais. Além de desabonar seu secretário, escolhido a dedo, e colega médico, ainda desrespeitou decisão de órgão federal, portanto muito acima de sua comezinha condição de prefeito municipal (ainda que seja de Campinas.

Na verdade, no meu modesto modo de entendedor do assunto, eu acho que tem muita ANTA pra pouca capivara.

Se apontaram cerca de 50 pessoas no manifesto em favor das capivaras no domingo dia 13, em frente ao portão do Lago do Café em Campinas, e cada uma delas resolvesse ADOTAR um dos 20 animais ameaçados de morte, ainda ia faltar capivara. A diferença poderia ser compensada com animais de vários outros parques públicos e avenidas de Campinas onde este animais vivem confortavelmente.

Assim, para o bem ou para o mal estou lançando a campanha "ADOTE UMA CAPIVARA", cujo garoto propaganda não poderia ser outro que não o próprio prefeito por seu digno ato em favor da vida dos animais.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

NEM PORRADA PÁRA MEU JORNALISMO

OS IGNORANTES E VIOLENTOS NÃO SABEM O QUE É JORNALISMO!


Mastrodontes, ignorantes e violentos, Renato de Souza dono da Soterra Terraplanagem, seu filho Eloy de Souza e o operário Claudio Roberto de Carvalho se juntaram para tentar impedir, na manhã de terça-feira dia 18, que eu fizesse o meu trabalho de jornalista acompanhando os funcionários da Sucen pulverizando residências do bairro Santa Cândida no combate à dengue. Eles arrancaram a máquina fotográfica da minha mão, me agrediram com socos e pontapés e me ameaçaram com uma barra de ferro. Como os ignorantes são incapazes de entender o trabalho jornalístico, quando ‘acham’ (ignorante acha, não pensa, nem entende) que estão sendo prejudicados, mostram o que são de verdade por dentro da imagem de ser humano.
São seres que conseguiram apenas se por de pé. Avançaram do estágio de rastejantes e quadrúpedes apenas no corpo mão não no cérebro. Assim, desprovidos de massa cinzenta e muito bem providos de massa muscular eles não tem o menor escrúpulo em usar a força para tentar impor sua vontade, seja ela qual for. Bastou ver a máquina fotográfica apontada para o interior da empresa onde estavam os funcionários da Sucen para fazer a pulverização e por acreditarem que a divulgação daquela imagem os prejudicaria de alguma forma, partiram para uma covarde e humilhante agressão (tres contra um) a este franzino e idoso jornalista. Na tentativa de fugir dos agressores fui derrubado, e caído ao chão, fui agredido de maneira selvagem por Eloy de Souza estimulado pelos gritos do pai: “Isso mesmo. Dá nele. É isso que esse safado merece”.
Os socos e chutes só pararam quando o agressor percebeu que se continuasse, sua vítima poderia mesmo sucumbir. Isto tudo em plena via pública e diante de olhos complacentes de outros operários da firma e dos próprios funcionários da Prefeitura e da Sucen. Ninguém ousou sequer esboçar reação no sentido de evitar a ignóbil ação daqueles três pseudo-homens. Por fim, não bastando os socos e pontapés, o mais forte dos três decidiu juntar à sua força uma barra de ferro e avançou em minha direção. Pensei que não escaparia daquela saga animal, mas meu corpo franzino e meu razoável preparo físico possibilitaram uma desabalada corrida que não pode ser acompanhada pelo mastrodonte.
Num breve intervalo da fúria consegui chegar até meu carro estacionado próximo ao galpão da empresa e saí dali rapidamente em busca de ajuda.
Voltei ao local algum tempo depois acompanhado de uma equipe da Policia Militar. Um dos PMs declarou detidos os três agressores e exigiu que eles o acompanhassem até o 4º. DP. Antes os fizeram devolver a máquina fotográfica, que foi entregue toda danificada e sem o cartão de memória. Não bastando a violenta agressão eles apelaram ainda para a má fé, escondendo o cartão de memória, para evitar a publicação de possíveis fotos desabonadoras à empresa. Descobertos na tentativa não tiveram outra saída que não fosse devolver o cartão. Daí então todos seguimos par o distrito policial mais próximo.
O RDO – Registro Digital de Ocorrências, recebeu o número 900003/2011 onde os três agressores constam como indiciados e com o qual o Departamento Jurídico do Jornal Alto Taquaral dará sequência ao processo, no sentido de levá-los a juízo para que sejam responsabilizados por todos os danos.
Jornalismo X Violência
Hoje, dois dias após, o corpo ainda sente dores resultantes das pancadas. Não podia ser diferente diante da forma covarde como se deu a agressão. Mas acima de tudo há a satisfação do dever e do compromisso firmado em juramento ao final do curso superior de jornalismo cumpridos. Há aqui uma bela lição para os jovens que sonham com a carreira jornalística. Isto não é ficção. Acontece mesmo. Principalmente com os profissionais que se assumem verdadeiramente como tal. Na minha carreira profissional este tipo de reação ignorante e violento ao meu trabalho não é a primeira e por certo não será última vez que acontece.
Que reações mais ignorantes e mais violentas podem vir, estou tranquilamente ciente. É a única maneira que eles encontram para calar a voz da verdade. Do contrário ela não se cala, não por prazer, mas pelo compromisso já citado aqui e porque também os ignorantes vão continuar errando (talvez até, levados pela própria ignorância, acreditando estarem acertando) e assim continuarão sendo denunciados. E assim será quantas vezes forem descobertos, até que aprendam como fazia Pavlov com seu ‘reflexo condicionado’.
Apesar de tudo basta saber que o jornalismo venceu mais uma vez a ignorância e a violência. Eles tomaram a câmera digital, deram socos e pontapés e vibraram barra de ferro para impedir a foto. Não adiantou nada. Ela está aqui, nua e crua como foi feita de fora da empresa com a ajuda de um potente zoom de 20x, coisa da tecnologia que muitos ignorantes ainda desconhecem . Ela mostra os funcionários da Sucen se preparando para pulverizar o galpão da SóTerra Terraplanegem. Nada além disso. Para os ignorantes porém ela poderia mostrar muito mais, se o fotógrafo quisesse o que é impossível se o muito mais não existir. Mas talvez exista mesmo e por isso o medo deles. Afinal por que haveriam de estar lá os funcionários da Sucen com seus pulverizadores se o local não fosse, ao menos, suspeito de conter criadouros do mosquito da dengue? Se há ou não, não ficamos sabendo. A foto está aí, independente da violência e agressão. O leitor que tire suas conclusões. Por que a Sucem foi pulverizar o barracão da Só Terra?
Eu, aqui com meus botões e dores, vendo a foto publicada, racho de rir dos ignorantes. Pobres coitados.
O Jornalismo venceu mais uma. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

COCA COLA 'SACANEIA' CRIANÇAS NO INTERIOR DE SÃO PAULO

AS QUE TIVEREM CARTAS SORTEADAS, ÓTIMO. AS OUTRAS, ...
PAUTA:
Tradicional Carreata de Natal da Coca-Cola passa pelas ruas de 19 municípios do interior de São Paulo
Coca-Cola quer tornar a magia do Natal realidade e espalha alegria em ruas de várias cidades

Tradicionais carreatas de natal, com a presença do Papai Noel, vão circular em 19 municípios do interior de São Paulo, entre eles São José do Rio Preto, Bauru, Marília, Barretos e Presidente Prudente

CURITIBA, 09/12/2010 – Unidos tornamos a magia do Natal realidade! Esta é a mensagem da Coca-Cola para este natal, que está ganhando as ruas de 19 municípios do interior de São Paulo, desde o dia 03 de dezembro, com sua tradicional carreata realizada pela Spaipa.

As próximas cidades a receber a Carreata de Natal Coca-Cola são Bauru e Fernandópolis (dia 10); Jaú e Jales (dia 11); Ourinhos (dia 11), Mirassol e Tupã (dia 14); Lins e Bebedouro (dia 15); Barretos e Presidente Prudente (dia 16); Catantuva e Marília (dia 16); São José do Rio Preto, Garça e Vera Cruz (dia 18), sempre a partir das 20 horas. A programação vai até o dia 18 de dezembro e o trajeto dura cerca de 2h30. O público do Paraná também pode conferir a atração.

Na carreata, os caminhões, decorados e iluminados, desfilam levando o Papai Noel, com muita música e animação. Durante o trajeto, o Bom Velhinho recebe cartas de crianças com diversos pedidos. A Coca-Cola seleciona alguns dos pedidos recebidos e presenteia as crianças com uma visita surpresa do Papai Noel na casa delas. (O NEGRITO É NOSSO)

Além de realizar a Carreata de Natal Coca-Cola no Paraná e interior de São Paulo, a Spaipa também está patrocinando o Natal de Luz de Cascavel. Na praça da catedral da cidade paranaense, até o dia 24 de dezembro, a previsão é de que mais de 15 mil pessoas visitem a Casa do Papai Noel, preparada especialmente pela Coca-Cola.

Em Curitiba, a franqueada da Coca-Cola também patrocina a Árvore Encantada, do Hotel Radisson, que desde o dia 03 de dezembro, recebe as cores, músicas e a magia do natal. A Árvore Encantada é uma estrutura cenográfica coberta, em formato de árvore gigante, iluminada por mais de 50 mil lâmpadas e que ganha vida com 60 crianças e adolescentes do Coral Curumim, que interpretam o tradicional auto natalino e o pastoril brasileiro. As apresentações acontecem sempre às 21 horas, nos dias 10, 17 e 22 de dezembro, em frente à Praça do Japão, no bairro Batel.

Também a Árvore de Cristal, preparada pela Fundação de Ação Social da Prefeitura de Curitiba, tem patrocínio da Spaipa. A árvore, que foi inaugurada no dia 6 de dezembro, foi produzida com garrafas PET doadas pela franqueada da Coca-Cola e ficará exposta no centro da capital, até o dia 5 de janeiro.
Programação da Carreata de Natal Coca-Cola no interior de São Paulo:
Data Dia da
semana Cidade
8-dez Quarta-Feira BARIRI
9-dez Quinta-Feira DRACENA
9-dez Quinta-Feira IBITINGA
10-dez Sexta-Feira BAURU
10-dez Sexta-Feira FERNANDOPOLIS
11-dez Sábado JAU
11-dez Sábado JALES
13-dez Segunda-Feira OURINHOS
14-dez Terça-Feira MIRASSOL
14-dez Terça-Feira TUPÃ
15-dez Quarta-Feira LINS
15-dez Quarta-Feira BEBEDOURO
16-dez Quinta-Feira BARRETOS
16-dez Quinta-Feira PRESIDENTE PRUDENTE
17-dez Sexta-Feira CATANDUVA
17-dez Sexta-Feira MARÍLIA
18-dez Sábado SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
18-dez Sábado GARÇA - VERA CRUZ

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CORREIO POPULAR ANUNCIA DEGUSTAÇÃO DE CAMA

CAMA MASSAGEADORA E APARELHOS DE INFRAVERMELHO PODEM SER DEGUSTADOS

O texto foi produzido especialmente para a Agência Anhanguera por Fábio Trindade. Está na coluna "Giro pela cidade", na página A11 da edição de hoje do Correio Popular.
"DE GRAÇA - Oferta de massagem gratuita intriga vizinhança no centro - Em um local pouco visível, de fachada discreta e apenas uma porta aberta, um grupo de seis moças está "capturando" homens e mulheres que passam pela rua Barão de Jaguara no centro de Campinas, para fazerem massagens gratuitamente.
uma empresa coreana montoum um showroom de degustação dos seus dois produtos, uma cama termomassageadora e um módulo compacto com dois projetores de raios infravermelhos com o intuito de demonstrar os equipamentos que podem custar até R$ 9,7 mil... A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) informou que os produtos estão aprovados para a venda."


Que o repórter não saiba o significado do verbo degustar é um absurdo mas não chega a tanto quanto o editor deixar passar a aberração. Podemos dizer que ele não comeu bola, comeu cama termomassageadora. E olha que são 6 editores: Adriana Vilar, Claudio Liza Junior, Jorge Massarolo, Marcia Marcon, Ricardo Alécio e Ricardo Brandt.
Eles devem ter dividido a degustação da cama termomassageadora e do módulo compacto com dois projetores de infravermelho e aí ficou fácil...rs

MAIS UMA DA EDIÇÃO DE HOJE
A matéria está na página A4 da Editoria de Cidades (a mesma dos seis editores acima) e vem sob a rubrica "VIOLÊNCIA/OUSADIA - Ladrões roubam empresário em subsolo de banco". Ah, voce quer saber qual é o Banco? Então leia quase todo o confuso texto de Natan Dias para descobrir que foi no Itaú. Mas não pense que vai saber em que agência não, ele não diz. Mas como?
Pois é há uma regra em técnicas de redação jornalística para organizar o texto de forma a facilitar a vida do leitor. Tá bom, talvez o pobre repórter não saiba dela, mas os seis ediotres tem obrigação de saber: QUE, QUEM, QUANDO, ONDE E POR QUE são questões que devem estar respondidas já no primeiro parágrafo.
Mas se sabem disso então porque não aplicam a regra que aprenderam na escola? Porque o patrão não deixa. No caso específico a matéria envolve dois fortes anunciantes, Itaú e Extra Supermecados e estas instituições não gostam de ver seus nomes em matérias jornalísticas que possam denegrir a sua imagem.
Assim, a ordem é esconder ao máximo o nome delas e os repórteres e editores cumprem a ordem (ao invés da regra) à risca, caso contrário vão aplicar a regra no olho da rua.

OS SALÁRIOS DOS JORNALISTAS:
RESQUICIOS DE DINHEIRO DO CRIME E DA PROSTITUIÇÃO

Caramba... Isto é verdade mesmo? É. ainda que possa ser de forma infinitamente pequena, os salários dos jornalistas da RAC - Rede Anhanguera de Comunicação, também conhecida como Ruim Antes de Cristo, tem origem em esquema criminoso de venda de diplomas que o Correio Popular divulga através de anúncios classificados da mesma forma como faz com anuncios classificados de prostituição publicados como ACOMPANHANTES/RELAX.
No caso dos diplomas cujo anúncio continua sendo publicado pelo Correio Popular, foi a própria equipe de jornalismo da casa quem denunciou o "esquema criminoso" assim identificado na matéria.
No caso dos anúncios de prostituição a coisa é tão escancarada que ninguém mais liga. Expressões do tipo "apertadinha", "cheirosinha", "adoro oral", faço tudo sem frescura", "peitão", "bumbum grande", "deliciosa-18 anos" permeiam os anúncios pagos cuja grana vai para o caixa geral da empresa e depois é transformado em pagamentos, inclusive salários de jornalistas.

sábado, 25 de setembro de 2010

SHOPPING THE MALL CENSURA JORNAL DE BAIRRO

DIREÇÃO MANDA REVISTARIA DEVOLVER JORNAIS

A edição de número 0029, referente ao mês de setembro do jornal ALTO TAQUARAL foi censurada pela direção do Shopping The Mal localizado na avenida Guilherme Campos.
Ao realizar a entrega regular dos exemplares na Revistaria The Mall para que o estabelecimento pudesse, como vinha fazendo há mais de dois anos, ter disponível o jornal para consumidores interessados, o jornalista e editor foi convidado a se retirar do local sob ameaça de acionamento da Polícia Militar. A proprietária da revistaria que nunca se negou a receber a publicação gratuita devolveu os exemplares da edição que acabaram de ser entregues por determinação do responsável pela segurança. “O jornal não pode ser distribuído no Shopping é norma” ela ouviu do funcionário e decidiu devolver os exemplares. Quando foi solicitado pelo jornalista a se identificar e ser fotografado o funcionário fugiu se esquivando.
FOTO 1
FOTO 2
FOTO 3

Por ter seu direito de expressão e sua liberdade de imprensa enquanto jornalista profissional afrontadas, Gilberto Gonçalves, editor da publicação decidiu tornar público o crime praticado pela segurança do shopping. Dizer que é jornalista profissional e que não estava distribuindo panfletos não adiantou nada frente ao desconhecimento da legislação por parte dos funcionários: “Se o senhor quiser que vá distribui no semáforo, aqui não!”.
A publicação tem registro oficial no Cartório de Registro Civil de Campinas desde 7 de abril de 2007como JORNAL e por conseguinte seus editores e funcionários não podem ser tratados como infratores. Diante disto a direção do Jornal ALTO TAQUARAL espera que o shopping The Mall reveja a medida de proibir a proprietária da revistaria de aceitar o jornal como publicação gratuita a disposição de seus clientes.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

LEMBRANDO VELHOS TEMPOS

E DE REPENTE, VIRTUALMENTE, REEENCONTRO VALDA KLLINKE

E ELA ME DIZ:

Oiee Giba, que saudade, ainda lembro quando você sentou-se na cadeira ao lado da minha no velho correio, vindo de Santos. Ah... e sobretudo do que você cutucou dentro de mim e eu não sabia que tinha, quando "sequestramos" em primeira mão- no tempo que furo ainda era fruto de muita investigação-o dossiê "Mario Gatti". Isto para atualizar a língua. Você me ensinou a ousar; ter coragem, enfim, adrenalina pura. Era isto que nos movia: por isto, ainda não perdemos. Está no sangue. Adrenalina mesmo! Saudades boas meu amigo. E não há tempo ou distancia que apaguem isto tudo que vivemos. Lembro de você mandando bala aqui no jornal da Rádio: foi uma revolução. Na história do Jornalismo de Indaiatuba, não houve e nem há algo sequer parecido, investigativo, vitaminado, enfim. Quanto à moça aí da entrevista, fiquei só com a mensagem. E acabei usando a palavra coragem para lembrar de todos nós daquela época. Obrigado por você ter me ensinado a ser corajosa. Quando saí do correio, foi por uma boa causa. Não me arrrependo um minuto. Então meu amigo, hoje o que vale são as minhas experiências , que me servem até hoje. Não fui aos enterros do Golé e Marquinho, porque prefiro lembrar do que eles foram para mim, na VIDA. E não fui ao encontro do Giovanetti, porque estava viajando! Bem, a moça da foto serviu para isto, pelo menos Que bom e melhor ainda que vc me respodeu o e-mail. Aliás, sempre estou "vendo" vocês todos através dos sites com artigos, etc. Vivo a saudades de vocês assim, de uma forma legal, lendo o que vocês escrevem: assim, continuo sentindo a Alma de cada um dos meus AMIGOS, e os guardo no closet do meu coração, numa linda e enorme caixa cor de rosa e dourada, ouviu GIBA. Amo vocês, pra sempre!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

TODO APOIO AO JORNAL JÁ DO RS

Censura ao jornal JÁ do RS
Conversa Afiada 10 de setembro de 2010 às 14:12h

Há dez anos o jornal JÁ, do Rio Grande do Sul, publicava uma reportagem sobre a maior fraude da história gaúcha que envolvia Lindomar Rigotto, filho de Julieta e irmão de Germano (ex-governador do Estado). De autoria de Elmar Bones, o editor do jornal, a matéria causou furor entre a família Rigotto e, desde o ano 2000, corre uma ação na Justiça contra o periódico. Na terceira semana do mês de agosto deste ano, o juiz Roberto Carvalho Fraga, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre, autorizou o bloqueio online das contas bancárias pessoais de Elmar Bones e seu sócio minoritário.

O Conversa Afiada publica entrevista exclusiva com Elmar Bones, do jornal JÁ, de Porto Alegre: “ELES QUEREM FECHAR O JORNAL, NÃO Vão CONSEGUIR”.

É a primeira vez que Elmar Bones tem a chance de contar sua epopéia de resistência por ousar mostrar a verdade sobre a maior fraude da história gaúcha.

O irmão de Germano Rigotto, candidato a senador pelo PMDB, é a peça central da fraude que lesou o povo gaúcho em quase 800 milhões.

Rigotto quer fechar o jornal e levar Elmar à penúria.

Leia a entrevista completa a Paulo Henrique Amorim:

CONVERSA AFIADA – O processo da família do ex-governador Germano Rigotto contra o seu jornal, o JÁ, completa dez anos, um dos mais longos da Justiça brasileira. Afinal, qual foi o crime do JÁ?
ELMAR BONES DA COSTA – O jornal teve a ousadia de contar, em 2001, os detalhes da maior fraude contra os cofres públicos do Rio Grande do Sul. Em valores atualizados pela Justiça, representa algo em torno de R$ 800 milhões. O principal personagem da fraude, segundo a investigação do Ministério Público e o relatório final da CPI criada na Assembléia gaúcha, era Lindomar Vargas Rigotto, irmão de Germano, atual candidato do PMDB ao Senado.

CA – Onde era a fraude?
ELMAR – Na Companhia Estadual de Energia Elétrica, a CEEE, a estatal de energia elétrica que nasceu nos idos de 1960, depois da encampação da americana A&TT pelo governador Leonel Brizola. Ela nem existe mais: foi privatizada no Governo Britto e fatiada em trës empresas menores. O povo gaúcho continua pagando R$ 600 milhões anuais ano de dívidas trabalhistas pela banda podre da finada CEEE…

CA – E como foi o golpe na CEEE?
ELMAR – A fraude se deu em dois contratos para construção de onze subestações de transmissão de energia, obra estimada em 150 milhões de dólares, assinados no governo Pedro Simon (PMDB), em 1987. Foi a secretária de Minas e Energia do governo seguinte, o de Alceu Collares (PDT), quem mandou fazer a primeira investigação. Uma senhora chamada Dilma Rousseff.

CA – A Dilma? E o que ela disse?
ELMAR – Um assessor me contou que, depois de ver os primeiros documentos da sindicância interna da CEEE, ela comentou : “Eu nunca tinha visto nada igual”. Ela só não tocou em frente o processo porque o governo do Collares precisava dos votos do PMDB de Rigotto na Assembléia. Mas ela guardou na gaveta e, em dezembro de 1994, antes de deixar a secretaria, a Dilma teve o cuidado de mandar toda a papelada do inquérito para a Contadoria e Auditoria Geral do Estado (CAGE) e para o Ministério Público. Dali nasceu a CPI.

CA – E daí?
ELMAR – A CPI durou um ano e meio, produziu 350 quilos de papel. Foi a primeira comissão parlamentar do país a apontar os corruptos e também os corruptores. Foram indiciados 23 funcionários e 11 empresas que integravam os dois consórcios vencedores da licitação.

Jornalistas Kenny Braga e Elmar Bones, que tiveram suas contas pessoais bloqueadas pela família de Germano Rigotto. Foto: Daniel de Andrade Simões

CA – E como o irmão do Rigotto se intrometeu nesta história?
ELMAR – No governo Simon, Germano Rigotto era o líder do PMDB na Assembléia. Sua atuação na campanha foi decisiva para a vitória de Simon. Ele encaixou o irmão Lindomar num cargo que nem existia na CEEE, o de “assistente da diretoria financeira”. Quem contou isso na CPI foi próprio secretário de energia do Simon, Alcides Saldanha, que antecedeu Dilma. Foi neste posto, criado sob medida, que Lindomar Rigotto armou o esquema das licitações fraudadas.

CA – Esta denúncia virou processo na Justiça? Está andando?
ELMAR – O processo vai completar 15 anos em fevereiro, já tem 110 volumes e ainda não saiu da primeira instância. E o pior: a maior fraude da história gaúcha corre em segredo de justiça. E ninguém sabe porque. Quem tem medo que isso venha a público? O que o povo do Rio Grande não pode saber sobre a fraude da CEEE?

CA – O processo está parado?
ELMAR – Falei esta semana com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. A boa notícia é que o processo está concluso ao juiz. Isso quer dizer que não cabe mais nenhum recurso, nada. O juiz vai receber a última manifestação das partes, num prazo de 10 dias, e depois vai dar a sentença. Se sair antes das eleições de outubro, deve produzir um grande estrago político. Por isso mesmo, não acredito em tanta agilidade. Para alívio de alguns candidatos, a sentença da Justiça deve sair só no fim do ano, bem depois da manifestação dos eleitores nas urnas. Mas, pelo menos saberemos quem é quem nesta história ainda secreta.

CA – Bem, imagino que isso rendeu muita manchete na imprensa, na época…
ELMAR – Rendeu, mas com aquela cobertura em mosaico, meio truncada, aos saltos, com espaço fragmentado no noticiário… Depois, o assunto foi sumindo, desaparecendo, e o leitor fica se perguntando: o que foi mesmo que aconteceu?

CA – E aí aparece o JÁ para refrescar a memória dos gaúchos…
ELMAR – Publicamos uma reportagem destacando aquilo que a imprensa havia negligenciado e que era talvez o mais importante: o indiciamento dos corruptores, onze empresas, todas logomarcas reluzentes e grandes anunciantes. Talvez por isso o assunto na Justiça, apesar de ser uma “ação civil pública”, acabou encoberto pelo ”segredo de Justiça”. Estava quase esquecido quando o principal personagem da fraude, Lindomar Rigotto, voltou às manchetes, agora nas páginas policiais.

CA – Pela fraude na CEEE?
ELMAR – Não, agora foi pela morte de uma garota de programa, de 24 anos, que caiu nua do 14º andar de um prédio a 100 metros da Praça da Matriz, onde ficam as sedes do poder no Estado – o Palácio Piratini, o Tribunal de Justiça, a Assembléia Legislativa e a Cúria Metropolitana. A história, de setembro de 1998, nunca foi esclarecida, mas o que importa é que o dono do apartamento de onde a moça caiu era Lindomar Rigotto, o principal implicado na fraude da CEEE e que estava lá no momento da queda. Foi indiciado por homicídio culposo e omissão de socorro no inquérito que apurou a morte da moça. Lindomar só não foi a júri porque, em fevereiro, foi assassinado num assalto numa praia gaúcha.

CA – O que ele fazia lá?
ELMAR – Após a sindicância da CAGE, que comprovou mesmo o desvio, ele e outros sete funcionários graduados envolvidos foram demitidos. Fora da CEEE, Lindomar e outro irmão, Julios, formaram uma rede de boates, o Ibiza Club, que chegou a ter quatro casas no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ele estava na Ibiza de Atlântida, no início da manhã de quarta-feira de cinzas de 1999, quando os assaltantes chegaram. Lindomar e o gerente estavam fechando o balanço da noite. Lindomar saiu em perseguição aos bandidos, e acabou morrendo com um tiro no olho. A polícia informou que os ladrões levaram uns R$ 30 mil, mas o dinheiro nunca foi recuperado, embora todos os envolvidos no assalto tenham sido presos pouco depois.

CA – E a imprensa, com isso, ressuscita o envolvimento de Lindomar com a CEEE?
ELMAR – Aí é que entra a ironia da história. Dois dias depois do assassinato, que obviamente rendeu grandes manchetes, o colunista mais importante da Zero Hora, Paulo Sant’Anna, escreveu uma crônica pungente sobre Lindomar Rigotto, que ele define como ”um homem que teve sua vida anatematizada pela tragédia”. Menciona a sucessão de infortúnios que culminaram com o assassinato, solidariza-se com a dor dos familiares e dá o assunto por encerrado.

CA – Como assim, “encerrado”?
ELMAR – O colunista dá a entender que aquele homem marcado pela tragédia pagou com a própria vida os possíveis desatinos e que, daí em diante, mexer com sua morte era apenas mexer com a dor dos seus familiares. Na verdade, impedir que esse assunto caia no esquecimento é de certa forma uma defesa de Lindomar. Afinal, ele pode ter sido o operador, mas não fez nada sozinho. E os corruptores que foram apontados?

CA – E foi encerrado o papo?
ELMAR – O Paulo Sant’Anna é o cronista mais influente do Estado e, se ele diz que um assunto está encerrado, ninguém mais duvida – principalmente nas redações da RBS, que é o maior grupo de comunicação do Sul do país, com oito jornais diários, 32 emissoras de rádio e 10 de TV no Rio Grande e Santa Catarina. Aí eu percebi que tinha um baita assunto na mão e podia trabalhar com calma, porque ninguém ia mexer com isso.

CA – A reportagem do JÁ saiu quando?
ELMAR – Em 2001, mais de um ano depois da morte de Lindomar. A reportagem foi feita com grande dificuldade. Não tínhamos grana pra nada. A praia fica próxima de Porto Alegre, cerca de 120 km de distância em linha reta. E lembro que fomos ao litoral ver o processo, eu e um repórter, o tempo inteiro de olho na luzinha da gasolina. Nesse meio tempo, a circulação do jornal estava suspensa, a matéria ficou pela metade, numa gaveta. O jornal só voltou a circular no início de 2001 e aí retomamos a reportagem. Quatro repórteres trabalharam nela. Publicamos na edição de maio. Em agosto recebi a citação do juiz.

CA – Quem processou vocês?
ELMAR – A autora visível da ação é a senhora Julieta Vargas Rigotto, mãe de Lindomar e do ex-governador Germano Rigotto, hoje candidato a Senador pelo PMDB.

CA – O Rigotto é inocente nesta causa? Ele não sabe de nada? Jura?
ELMAR – Saber, o Rigotto sabe, é claro, desde o início da ação na justiça. Quando estávamos finalizando a matéria, o repórter Olides Canton ligou para ele em Brasilia, quando ainda era deputado federal. Ele reagiu asperamente: “Eu não trato desse assunto”. E advertiu que sua mãe iria nos processar, que já havia acionado outros veículos.

CA – E o que a mãe do inocente Rigotto alegava?
ELMAR – Eles ajuizaram duas ações. Uma queixa-crime por calúnia e difamação contra o autor da matéria, no caso eu, que assinava – com outros quatro repórteres – como responsável pelo texto final. A outra, uma ação cível, por dano moral, contra a editora do jornal.

O JÁ dá mais detalhes da corrupção que Rigotto quer esconder

CA – E aí?
ELMAR – No inicio ganhamos as duas. A ação cível teve decisão até antes, porque o nosso advogado nem discutiu o mérito. Ele alegou decadência de prazo, porque entrara mais de noventa dias depois da publicação. Estava em vigor a extinta Lei de Imprensa, que estipulava esse prazo para ações de dano moral. A outra teve um parecer do Ministério Público, uma decisão em primeira instância e uma sentença em tribunal, tudo no mesmo tom: a reportagem ateve-se aos fatos, não teve a intenção de ofender ninguém e atendia ao interesse público. Ou seja, cumpria todos os requisitos clássicos de uma boa e correta reportagem.

CA – E o que aconteceu, então?
ELMAR – A sentença do juiz de primeira instância, mandando arquivar o processo civel por decadência de prazo, saiu em agosto de 2002, em plena campanha eleitoral na qual Germano Rigotto era o candidato do PMDB a governador. Em outubro, ele se elegeu consagradoramente. Em dezembro, um mês antes da posse de Rigotto, o Tribunal de Justiça do Estado acolheu inesperadamente um recurso e derrubou a decadência do prazo, sem levar em consideração a sentença do mesmo tribunal no outro processo. Julgou o mérito e acabou condenando a editora a pagar uma indenização de R$ 17 mil reais por danos morais. Resumindo o absurdo da questão: o mesmo tribunal que nos absolveu antes acaba por nos condenar depois. Assim, temos uma única reportagem e duas sentenças absolutamente contraditórias. Culpado e inocente, ao mesmo tempo, pela mesma matéria.

CA – E vocês não recorreram ao STF?
ELMAR – Recorremos, claro. Acontece que fomos condenados à revelia. Houve uma audiência para a qual não recebi intimação, nem eu nem minhas quatro testemunhas… E aí fomos condenados à revelia. O STF não acolheu o nosso recurso. No nosso site www.jornal.ja.com.br está a integra da sentença e outros detalhes desta história. É uma didática leitura que vale a pena, para entender como a liberdade de expressão neste país pode ser atingida pela própria Justiça, que deveria protegê-la como ninguém.

CA – Bem, mas, com a Justiça brasileira, a condenação deve ter demorado, não?
ELMAR – Que nada, foi rápida. O tribunal reabriu o processo em dezembro de 2002 e, em agosto do ano seguinte, o jornal já estava condenado. Pouco depois fomos notificados para apontar bens à penhora. Oferecemos nosso estoque de livros, uns 15 mil volumes de 35 títulos diferentes editados pela JÁ. A oferta foi recusada pela Justiça. E assim vem…

CA – Até que, agora, bloquearam tua conta pessoal no banco…
ELMAR – Pois é, fiz um empréstimo consignado de R$ 10 mil para pagar as contas mais urgentes, tinha um restinho de mil e poucos reais lá. Pois o juiz mandou sequestrar para pagar os advogados da dona Julieta. E, pelo que me diz o advogado, atropelando procedimentos processuais. É incrível: perseguido há dez anos, ainda tenho que pagar os honorários dos advogados que me processam.

CA – Que outros prejuízos você está sofrendo?
ELMAR – Os efeitos políticos de um processo desses sobre a editora e o jornal são devastadores. O jornal sofre uma condenação dessas, absurda, mas não sai uma linha em lugar nenhum, ninguém sabe direito o que aconteceu… O que fica no ar, de forma leviana, para todo mundo que não entende bem este caso, é que ”um jornaleco irresponsável foi condenado porque ofendeu a honra e a imagem da família do governador”. E fica por isso mesmo.

CA – O jornal teve perdas com isso?
ELMAR – O governo estadual é o maior anunciante no Rio Grande, somando-se as verbas do Executivo e das estatais. Suas contas são atendidas pelas maiores agências da praça. Se você está vetado aí, qual é a consequência imediata? Ninguém quer se incomodar com o maior cliente da publicidade no Estado e, daí, ninguém programa o “jornaleco irresponsável”. Esse escândalo que estourou agora no Banrisul mostra o uso político das verbas de publicidade. Dez milhões foram tungados para pagamento de propinas e caixa de campanha. O Banrisul patrocina o principal prêmio de jornalismo do Estado, o Prêmio ARI, da Associação Riograndense de Imprensa. Tenho várias fotos com o presidente do banco entregando prêmios ao JÁ. Mas, desde 2003, quando Germano Rigotto assumiu como governador, o Banrisul baniu o JÁ das suas programações publicitárias. O maior banco do Estado anuncia até em jornalzinho de pet shop, só não anuncia no JÁ. Será que isso tudo é mera coincidência?

CA – E o que vai acontecer agora? Qual é a saída para o JÁ?
ELMAR – Nesse momento muitos interesses se juntam para tirar o jornal de circulação. Eles não vão conseguir. O JÁ vai resistir. Apesar do silêncio público, estamos recebendo muitas manifestações de apoio. Os artigos do jornalista Luiz Cláudio Cunha, em novembro e agora, no Observatório da Imprensa, abriram uma grande frente de resistência, reproduzidos em centenas de blogs pelo mundo afora. Acho que vamos comemorar os 25 anos em outubro com grandes e boas novidades.


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Conversa Afiada