"o grupo rac é um exemplo de jornalismo..."
A afirmação acima só podia vir mesmo de dois editores da empresa.
Está no CP de hoje o artigo com o título ao alto, assinado por Rui Mota e Marcelo Pereira, o primeiro editor de opinião e o segundo editor executivo (status de tempo modernos) onde eles afirmam que "o Grupo RAC (o negrito é deles) é exemplo de jornalismo de personalidade amparado em vários veículos e níveis de complementariedade..."
Só esqueceram de dizer o nível dos vários veículos, entre eles, diga-se de passagem, está aquele que denominamos "A Coisa" e que, por eles é chamado de "Já", uma corruptela do verdadeiro nome "Notícias Já" usado assim por já existir (desculpem o trocadilho) um JÀ verdadeiro no sul do país. Esta coisa que jamais deveria ser considerada jornal, infesta as ruas dos bairros periféricos e roda de mão em mão de um público que, com quase nenhuma escolaridade mal sabe ler e se deleita com fotos de famosos ou não em poses ousadas a mostrar bundas e vulvas, principalmente. Como se isto fosse característica de jornal "marcado pela defesa intransigente da verdade, a divulgação de conceitos de civismo e cidadania plenos, na defesa da liberdade e como instrumento político"
Como dizem os editores a rac faz jornalismo de personalidade...do dono!
O próprio CP se mantém vivo graças à falta de concorrência e assim pode, até, se vangloriar por incluir fotos de leitores na coluna Correio do Leitor. A repetição dos mesmos na coluna tem servido muito mais para divulgar nomes de interessados em projeção por anseios políticos eleitoreiros.
Jornalismo de personalidade?
Ha, sim, eles devem estar falando de um O Estado de S. Paulo que tem investido pesado em iniciativas ousadas e criativas no sentido de manter seus leitores e avançar na busca de novos reformulando graficamente cadernos como o "Estadinho" que circula agora em formato de gibi e com conteúdo de "gente grande" ou criando cadernos como "Paladar", "LINK" e "Sábatico". Este último, considerado uma afronta aos tempo modernos, reinsere o jornal em espaço que a maioria refuta, ou seja fomentar o interesse pela leitura nos tempos de finais de semana.
Em contrapartida o CP mantém um tal "Caderno C" sobre rubrica de "cultura e variedades" que, dia após dia mostra como gastar mal dinneiro com tinta e papel. Entre suas proezas está a manutenção de uma coluna social nos moldes do século XIX onde um tido "colunista" com tida circulação liberada nos mais altos meios sociais publica fotos dos "expoentes" e notas tipo: "A coluna soube em primeira mão..." ou "fulana vai ser bombardeada de beijos amanhã quando emplaca idade colorida." Não é lindo?
Não bastasse isto o caderno (diga-se editores e diretores) dispõe espaços nobres para material duvidoso ou no mínimo distanciado da realidade local cuja cobertura só acontece graças ao tradicional jabá "o repórter viajou a convite de quem pediu para escrever" como é o casao da edição de hoje em cuja capa se fala sobre o badalado Festival de Cinema do Recife para o jornalista João Nunes, que agora atua como freela para o jornal e foi cobrir com tudo pago pelos organizadores do Festival. Em troca o jornal cedeu a capa do caderno.
Assim em edição de seis páginas, lá se foi a primeira com assunto que o leitor encontra certamente muito melhor trabalhado em jornais de circulação nacional.
Lá se foi a segunda com um artigo de Arnaldo Jabor que, por ser de agência, está em todos os jornais que a assinam, independente do tamanho, importância ou personalidade do jornal; tem ainda texto assinado por Cristina Fibe, da FolhaPress, de Nova York, com o sugestivo título; "Tribeca premia longa sobre síndrome de Down" que só lendo mesmo para ver quanto o campineiro precisa saber disto; e ainda, na mesma página o enche linguiça de sudoku, cruzadas, e quadrinhos.
Na página três (desmerecendo a importância editorial da página) programação de cinema e um pequeno roteiro de lazer e cultura (o que talvez tenta justificar o C do título do caderno).
Na página quatro, no alto, o já inaguentável José Simão e seu antitucanês e lulês. Depois programação de TV e claro horóscopo.
Na cinco a tal coluna social.
Na última página o caderno esbanja PERSONALIDADE e estampa fotos e texto gigante sobre uma séria norteamericana do canal pago Boomerang, assinado por dois (isto mesmpo, dois) jornalista da Agência Estado radicados em Los Angeles. E no pé uma foto de Ethan Peck, que o título identifica como "Neto de Gregory Peck atrai as atenções". Vai ser dificil a moçadinha descobrir que é o avô do bonitinho e por fim na coluna "em resumo", cinco notas: duas nacionais e três internacionais todas assinada pela FolhaPress.
Pergunta aos editores:
A que personalidade eles se referem no texto do artigo afinal?
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terça-feira, 4 de maio de 2010
JORNALISMO E CREDIBILIDADE
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terça-feira, 6 de abril de 2010
E O VELHO ESTADÃO, QUEM DIRIA...
DE OLHO ESPERTO NA TECNOLOGIA JÁ GRUDOU NO iPAD
Pois é. Conservador e coisa e tal, o Estadão, está deixando na poeira os mais moderninhos.
Hoje ele anuncia o seu aplicativo para o iPad que começou a ser vendido sábado nos EUA. Assim mesmo bem rápido no gatilho.
Assim o Estadão passa a ser o primeiro veículo brasileiro com software para o iPad.
E tem mais mais, em alguns meses deve vir ainda uma versão adaptada com o conteúdo impresso. O Estadão pretende unir os conteúdos da versão impressa com a versão online, integrando textos, fotos e vídeos, além de permitir compartilhamento com Twiter, Orkut e Facebook.
Enquanto isto por aqui um tal de caderno C que se intitula de Cultura, gasta uma capa inteira com matéria assinada pela Agência Estado sobre a filmagem de Tropa de Elite 2,... no Rio de Janeiro! Que bosta!
Pois é. Conservador e coisa e tal, o Estadão, está deixando na poeira os mais moderninhos.
Hoje ele anuncia o seu aplicativo para o iPad que começou a ser vendido sábado nos EUA. Assim mesmo bem rápido no gatilho.
Assim o Estadão passa a ser o primeiro veículo brasileiro com software para o iPad.
E tem mais mais, em alguns meses deve vir ainda uma versão adaptada com o conteúdo impresso. O Estadão pretende unir os conteúdos da versão impressa com a versão online, integrando textos, fotos e vídeos, além de permitir compartilhamento com Twiter, Orkut e Facebook.
Enquanto isto por aqui um tal de caderno C que se intitula de Cultura, gasta uma capa inteira com matéria assinada pela Agência Estado sobre a filmagem de Tropa de Elite 2,... no Rio de Janeiro! Que bosta!
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sábado, 20 de março de 2010
INTELIGÊNCIA COM GRAÇA MUDA O ESTADINHO
ISTO SIM É MUDANÇA
O Estadão mudou?
Bem O Estadão mesmo mudou pouco, quase nada mesmo.
Mas tem mudanças significativas no contexto do jornal.
Para mim a mais significativa não está nem mesmo no retorno do Literário Sabático.
O melhor mudança, a mais arrojada e ousada está no Estadinho.
Parabéns à equipe!
Uma mundança de forma e conteúdo para balançar os corações de pequenos e grandes como eu. Adoro mudanças ousadas.
O Estadão mudou?
Bem O Estadão mesmo mudou pouco, quase nada mesmo.
Mas tem mudanças significativas no contexto do jornal.
Para mim a mais significativa não está nem mesmo no retorno do Literário Sabático.
O melhor mudança, a mais arrojada e ousada está no Estadinho.
Parabéns à equipe!
Uma mundança de forma e conteúdo para balançar os corações de pequenos e grandes como eu. Adoro mudanças ousadas.
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
ESTADÃO MATA QUEM NÃO MORREU NO AVIÃO
LAMENTÁVEL!
Tá lá no cantinho interno do pé da página 6 (UMA PAR) a notinha que tenta remendar a cagada sob o título "Correção" - "Diferentemente do informado ontem, o advogado Gustavo Henrique Brito dos Santos não está entre os passageiros desaparecidos do voo AF447, da Air France".
Ah, esta pressa...
Calma, nesta hora é preciso muita calma.
Tá lá no cantinho interno do pé da página 6 (UMA PAR) a notinha que tenta remendar a cagada sob o título "Correção" - "Diferentemente do informado ontem, o advogado Gustavo Henrique Brito dos Santos não está entre os passageiros desaparecidos do voo AF447, da Air France".
Ah, esta pressa...
Calma, nesta hora é preciso muita calma.
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domingo, 5 de abril de 2009
ESTADÃO PAUTA O CORREIO POPULAR
DEMOROU UM POUCO MAS A "PAUTADA" SAIU
Na semana passada, o jornal de circulação nacional, O Estado de S. Paulo publicou matéria sobre prédio da construtora Encol cuja obra foi interrompida e o esqueleto acabou ocupado por famílias de sem teto.
Hoje o CP campineiro abriu duas páginas para o assunto puxando muito mais para o lado da segurança do que do social mas sem dúvida nenhuma uma matéria pautada no Estadão.
Para uma cidade que os dados não oficias dizem existir mais de 30 prédios nestas condições a "suíte" (matéria feita na tentativa de concluir um tema) deixou muito a desejar. A "reportagem" visitou apenas três.
Apesar de ter afirmado que "...No momento em que a reportagem chegou ao prédio, o grupo fazia um churrasco..." fato que mereceu estar incluído no título "Drogas, sexo e churrasco, na casa da árvore na Vila Industrial" não houve registro fotográfico da "carne assada em churrasqueira improvisada com tijolos". A falta de sintonia entre texto e fotos é tipica do jornalismo de hoje onde o repórter de texto não é mais acompanhado do repórter fotográfico.
A carne assando a "reportagem" pode ter visto e acreditamos que sim. Mas isto não dá o direito à "reportagem" de supor que "a alegria provocada pela bebida (que também pode ter sido vista, mas não mereceu citação) e o uso de drogas era visível no rosto dos adolescentes e jovens". Se viu a carne, muito bem. Se viu a bebida e o uso de drogas, devia ter mencionado como mencionou a carne. Dizer que era visível no rosto de adoslescente e jovens é, no mínimo, leviano. E porque adolescente e jovens? Qual a diferença entre eles?
Na semana passada, o jornal de circulação nacional, O Estado de S. Paulo publicou matéria sobre prédio da construtora Encol cuja obra foi interrompida e o esqueleto acabou ocupado por famílias de sem teto.
Hoje o CP campineiro abriu duas páginas para o assunto puxando muito mais para o lado da segurança do que do social mas sem dúvida nenhuma uma matéria pautada no Estadão.
Para uma cidade que os dados não oficias dizem existir mais de 30 prédios nestas condições a "suíte" (matéria feita na tentativa de concluir um tema) deixou muito a desejar. A "reportagem" visitou apenas três.
Apesar de ter afirmado que "...No momento em que a reportagem chegou ao prédio, o grupo fazia um churrasco..." fato que mereceu estar incluído no título "Drogas, sexo e churrasco, na casa da árvore na Vila Industrial" não houve registro fotográfico da "carne assada em churrasqueira improvisada com tijolos". A falta de sintonia entre texto e fotos é tipica do jornalismo de hoje onde o repórter de texto não é mais acompanhado do repórter fotográfico.
A carne assando a "reportagem" pode ter visto e acreditamos que sim. Mas isto não dá o direito à "reportagem" de supor que "a alegria provocada pela bebida (que também pode ter sido vista, mas não mereceu citação) e o uso de drogas era visível no rosto dos adolescentes e jovens". Se viu a carne, muito bem. Se viu a bebida e o uso de drogas, devia ter mencionado como mencionou a carne. Dizer que era visível no rosto de adoslescente e jovens é, no mínimo, leviano. E porque adolescente e jovens? Qual a diferença entre eles?
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