sexta-feira, 10 de setembro de 2010

TODO APOIO AO JORNAL JÁ DO RS

Censura ao jornal JÁ do RS
Conversa Afiada 10 de setembro de 2010 às 14:12h

Há dez anos o jornal JÁ, do Rio Grande do Sul, publicava uma reportagem sobre a maior fraude da história gaúcha que envolvia Lindomar Rigotto, filho de Julieta e irmão de Germano (ex-governador do Estado). De autoria de Elmar Bones, o editor do jornal, a matéria causou furor entre a família Rigotto e, desde o ano 2000, corre uma ação na Justiça contra o periódico. Na terceira semana do mês de agosto deste ano, o juiz Roberto Carvalho Fraga, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre, autorizou o bloqueio online das contas bancárias pessoais de Elmar Bones e seu sócio minoritário.

O Conversa Afiada publica entrevista exclusiva com Elmar Bones, do jornal JÁ, de Porto Alegre: “ELES QUEREM FECHAR O JORNAL, NÃO Vão CONSEGUIR”.

É a primeira vez que Elmar Bones tem a chance de contar sua epopéia de resistência por ousar mostrar a verdade sobre a maior fraude da história gaúcha.

O irmão de Germano Rigotto, candidato a senador pelo PMDB, é a peça central da fraude que lesou o povo gaúcho em quase 800 milhões.

Rigotto quer fechar o jornal e levar Elmar à penúria.

Leia a entrevista completa a Paulo Henrique Amorim:

CONVERSA AFIADA – O processo da família do ex-governador Germano Rigotto contra o seu jornal, o JÁ, completa dez anos, um dos mais longos da Justiça brasileira. Afinal, qual foi o crime do JÁ?
ELMAR BONES DA COSTA – O jornal teve a ousadia de contar, em 2001, os detalhes da maior fraude contra os cofres públicos do Rio Grande do Sul. Em valores atualizados pela Justiça, representa algo em torno de R$ 800 milhões. O principal personagem da fraude, segundo a investigação do Ministério Público e o relatório final da CPI criada na Assembléia gaúcha, era Lindomar Vargas Rigotto, irmão de Germano, atual candidato do PMDB ao Senado.

CA – Onde era a fraude?
ELMAR – Na Companhia Estadual de Energia Elétrica, a CEEE, a estatal de energia elétrica que nasceu nos idos de 1960, depois da encampação da americana A&TT pelo governador Leonel Brizola. Ela nem existe mais: foi privatizada no Governo Britto e fatiada em trës empresas menores. O povo gaúcho continua pagando R$ 600 milhões anuais ano de dívidas trabalhistas pela banda podre da finada CEEE…

CA – E como foi o golpe na CEEE?
ELMAR – A fraude se deu em dois contratos para construção de onze subestações de transmissão de energia, obra estimada em 150 milhões de dólares, assinados no governo Pedro Simon (PMDB), em 1987. Foi a secretária de Minas e Energia do governo seguinte, o de Alceu Collares (PDT), quem mandou fazer a primeira investigação. Uma senhora chamada Dilma Rousseff.

CA – A Dilma? E o que ela disse?
ELMAR – Um assessor me contou que, depois de ver os primeiros documentos da sindicância interna da CEEE, ela comentou : “Eu nunca tinha visto nada igual”. Ela só não tocou em frente o processo porque o governo do Collares precisava dos votos do PMDB de Rigotto na Assembléia. Mas ela guardou na gaveta e, em dezembro de 1994, antes de deixar a secretaria, a Dilma teve o cuidado de mandar toda a papelada do inquérito para a Contadoria e Auditoria Geral do Estado (CAGE) e para o Ministério Público. Dali nasceu a CPI.

CA – E daí?
ELMAR – A CPI durou um ano e meio, produziu 350 quilos de papel. Foi a primeira comissão parlamentar do país a apontar os corruptos e também os corruptores. Foram indiciados 23 funcionários e 11 empresas que integravam os dois consórcios vencedores da licitação.

Jornalistas Kenny Braga e Elmar Bones, que tiveram suas contas pessoais bloqueadas pela família de Germano Rigotto. Foto: Daniel de Andrade Simões

CA – E como o irmão do Rigotto se intrometeu nesta história?
ELMAR – No governo Simon, Germano Rigotto era o líder do PMDB na Assembléia. Sua atuação na campanha foi decisiva para a vitória de Simon. Ele encaixou o irmão Lindomar num cargo que nem existia na CEEE, o de “assistente da diretoria financeira”. Quem contou isso na CPI foi próprio secretário de energia do Simon, Alcides Saldanha, que antecedeu Dilma. Foi neste posto, criado sob medida, que Lindomar Rigotto armou o esquema das licitações fraudadas.

CA – Esta denúncia virou processo na Justiça? Está andando?
ELMAR – O processo vai completar 15 anos em fevereiro, já tem 110 volumes e ainda não saiu da primeira instância. E o pior: a maior fraude da história gaúcha corre em segredo de justiça. E ninguém sabe porque. Quem tem medo que isso venha a público? O que o povo do Rio Grande não pode saber sobre a fraude da CEEE?

CA – O processo está parado?
ELMAR – Falei esta semana com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. A boa notícia é que o processo está concluso ao juiz. Isso quer dizer que não cabe mais nenhum recurso, nada. O juiz vai receber a última manifestação das partes, num prazo de 10 dias, e depois vai dar a sentença. Se sair antes das eleições de outubro, deve produzir um grande estrago político. Por isso mesmo, não acredito em tanta agilidade. Para alívio de alguns candidatos, a sentença da Justiça deve sair só no fim do ano, bem depois da manifestação dos eleitores nas urnas. Mas, pelo menos saberemos quem é quem nesta história ainda secreta.

CA – Bem, imagino que isso rendeu muita manchete na imprensa, na época…
ELMAR – Rendeu, mas com aquela cobertura em mosaico, meio truncada, aos saltos, com espaço fragmentado no noticiário… Depois, o assunto foi sumindo, desaparecendo, e o leitor fica se perguntando: o que foi mesmo que aconteceu?

CA – E aí aparece o JÁ para refrescar a memória dos gaúchos…
ELMAR – Publicamos uma reportagem destacando aquilo que a imprensa havia negligenciado e que era talvez o mais importante: o indiciamento dos corruptores, onze empresas, todas logomarcas reluzentes e grandes anunciantes. Talvez por isso o assunto na Justiça, apesar de ser uma “ação civil pública”, acabou encoberto pelo ”segredo de Justiça”. Estava quase esquecido quando o principal personagem da fraude, Lindomar Rigotto, voltou às manchetes, agora nas páginas policiais.

CA – Pela fraude na CEEE?
ELMAR – Não, agora foi pela morte de uma garota de programa, de 24 anos, que caiu nua do 14º andar de um prédio a 100 metros da Praça da Matriz, onde ficam as sedes do poder no Estado – o Palácio Piratini, o Tribunal de Justiça, a Assembléia Legislativa e a Cúria Metropolitana. A história, de setembro de 1998, nunca foi esclarecida, mas o que importa é que o dono do apartamento de onde a moça caiu era Lindomar Rigotto, o principal implicado na fraude da CEEE e que estava lá no momento da queda. Foi indiciado por homicídio culposo e omissão de socorro no inquérito que apurou a morte da moça. Lindomar só não foi a júri porque, em fevereiro, foi assassinado num assalto numa praia gaúcha.

CA – O que ele fazia lá?
ELMAR – Após a sindicância da CAGE, que comprovou mesmo o desvio, ele e outros sete funcionários graduados envolvidos foram demitidos. Fora da CEEE, Lindomar e outro irmão, Julios, formaram uma rede de boates, o Ibiza Club, que chegou a ter quatro casas no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Ele estava na Ibiza de Atlântida, no início da manhã de quarta-feira de cinzas de 1999, quando os assaltantes chegaram. Lindomar e o gerente estavam fechando o balanço da noite. Lindomar saiu em perseguição aos bandidos, e acabou morrendo com um tiro no olho. A polícia informou que os ladrões levaram uns R$ 30 mil, mas o dinheiro nunca foi recuperado, embora todos os envolvidos no assalto tenham sido presos pouco depois.

CA – E a imprensa, com isso, ressuscita o envolvimento de Lindomar com a CEEE?
ELMAR – Aí é que entra a ironia da história. Dois dias depois do assassinato, que obviamente rendeu grandes manchetes, o colunista mais importante da Zero Hora, Paulo Sant’Anna, escreveu uma crônica pungente sobre Lindomar Rigotto, que ele define como ”um homem que teve sua vida anatematizada pela tragédia”. Menciona a sucessão de infortúnios que culminaram com o assassinato, solidariza-se com a dor dos familiares e dá o assunto por encerrado.

CA – Como assim, “encerrado”?
ELMAR – O colunista dá a entender que aquele homem marcado pela tragédia pagou com a própria vida os possíveis desatinos e que, daí em diante, mexer com sua morte era apenas mexer com a dor dos seus familiares. Na verdade, impedir que esse assunto caia no esquecimento é de certa forma uma defesa de Lindomar. Afinal, ele pode ter sido o operador, mas não fez nada sozinho. E os corruptores que foram apontados?

CA – E foi encerrado o papo?
ELMAR – O Paulo Sant’Anna é o cronista mais influente do Estado e, se ele diz que um assunto está encerrado, ninguém mais duvida – principalmente nas redações da RBS, que é o maior grupo de comunicação do Sul do país, com oito jornais diários, 32 emissoras de rádio e 10 de TV no Rio Grande e Santa Catarina. Aí eu percebi que tinha um baita assunto na mão e podia trabalhar com calma, porque ninguém ia mexer com isso.

CA – A reportagem do JÁ saiu quando?
ELMAR – Em 2001, mais de um ano depois da morte de Lindomar. A reportagem foi feita com grande dificuldade. Não tínhamos grana pra nada. A praia fica próxima de Porto Alegre, cerca de 120 km de distância em linha reta. E lembro que fomos ao litoral ver o processo, eu e um repórter, o tempo inteiro de olho na luzinha da gasolina. Nesse meio tempo, a circulação do jornal estava suspensa, a matéria ficou pela metade, numa gaveta. O jornal só voltou a circular no início de 2001 e aí retomamos a reportagem. Quatro repórteres trabalharam nela. Publicamos na edição de maio. Em agosto recebi a citação do juiz.

CA – Quem processou vocês?
ELMAR – A autora visível da ação é a senhora Julieta Vargas Rigotto, mãe de Lindomar e do ex-governador Germano Rigotto, hoje candidato a Senador pelo PMDB.

CA – O Rigotto é inocente nesta causa? Ele não sabe de nada? Jura?
ELMAR – Saber, o Rigotto sabe, é claro, desde o início da ação na justiça. Quando estávamos finalizando a matéria, o repórter Olides Canton ligou para ele em Brasilia, quando ainda era deputado federal. Ele reagiu asperamente: “Eu não trato desse assunto”. E advertiu que sua mãe iria nos processar, que já havia acionado outros veículos.

CA – E o que a mãe do inocente Rigotto alegava?
ELMAR – Eles ajuizaram duas ações. Uma queixa-crime por calúnia e difamação contra o autor da matéria, no caso eu, que assinava – com outros quatro repórteres – como responsável pelo texto final. A outra, uma ação cível, por dano moral, contra a editora do jornal.

O JÁ dá mais detalhes da corrupção que Rigotto quer esconder

CA – E aí?
ELMAR – No inicio ganhamos as duas. A ação cível teve decisão até antes, porque o nosso advogado nem discutiu o mérito. Ele alegou decadência de prazo, porque entrara mais de noventa dias depois da publicação. Estava em vigor a extinta Lei de Imprensa, que estipulava esse prazo para ações de dano moral. A outra teve um parecer do Ministério Público, uma decisão em primeira instância e uma sentença em tribunal, tudo no mesmo tom: a reportagem ateve-se aos fatos, não teve a intenção de ofender ninguém e atendia ao interesse público. Ou seja, cumpria todos os requisitos clássicos de uma boa e correta reportagem.

CA – E o que aconteceu, então?
ELMAR – A sentença do juiz de primeira instância, mandando arquivar o processo civel por decadência de prazo, saiu em agosto de 2002, em plena campanha eleitoral na qual Germano Rigotto era o candidato do PMDB a governador. Em outubro, ele se elegeu consagradoramente. Em dezembro, um mês antes da posse de Rigotto, o Tribunal de Justiça do Estado acolheu inesperadamente um recurso e derrubou a decadência do prazo, sem levar em consideração a sentença do mesmo tribunal no outro processo. Julgou o mérito e acabou condenando a editora a pagar uma indenização de R$ 17 mil reais por danos morais. Resumindo o absurdo da questão: o mesmo tribunal que nos absolveu antes acaba por nos condenar depois. Assim, temos uma única reportagem e duas sentenças absolutamente contraditórias. Culpado e inocente, ao mesmo tempo, pela mesma matéria.

CA – E vocês não recorreram ao STF?
ELMAR – Recorremos, claro. Acontece que fomos condenados à revelia. Houve uma audiência para a qual não recebi intimação, nem eu nem minhas quatro testemunhas… E aí fomos condenados à revelia. O STF não acolheu o nosso recurso. No nosso site www.jornal.ja.com.br está a integra da sentença e outros detalhes desta história. É uma didática leitura que vale a pena, para entender como a liberdade de expressão neste país pode ser atingida pela própria Justiça, que deveria protegê-la como ninguém.

CA – Bem, mas, com a Justiça brasileira, a condenação deve ter demorado, não?
ELMAR – Que nada, foi rápida. O tribunal reabriu o processo em dezembro de 2002 e, em agosto do ano seguinte, o jornal já estava condenado. Pouco depois fomos notificados para apontar bens à penhora. Oferecemos nosso estoque de livros, uns 15 mil volumes de 35 títulos diferentes editados pela JÁ. A oferta foi recusada pela Justiça. E assim vem…

CA – Até que, agora, bloquearam tua conta pessoal no banco…
ELMAR – Pois é, fiz um empréstimo consignado de R$ 10 mil para pagar as contas mais urgentes, tinha um restinho de mil e poucos reais lá. Pois o juiz mandou sequestrar para pagar os advogados da dona Julieta. E, pelo que me diz o advogado, atropelando procedimentos processuais. É incrível: perseguido há dez anos, ainda tenho que pagar os honorários dos advogados que me processam.

CA – Que outros prejuízos você está sofrendo?
ELMAR – Os efeitos políticos de um processo desses sobre a editora e o jornal são devastadores. O jornal sofre uma condenação dessas, absurda, mas não sai uma linha em lugar nenhum, ninguém sabe direito o que aconteceu… O que fica no ar, de forma leviana, para todo mundo que não entende bem este caso, é que ”um jornaleco irresponsável foi condenado porque ofendeu a honra e a imagem da família do governador”. E fica por isso mesmo.

CA – O jornal teve perdas com isso?
ELMAR – O governo estadual é o maior anunciante no Rio Grande, somando-se as verbas do Executivo e das estatais. Suas contas são atendidas pelas maiores agências da praça. Se você está vetado aí, qual é a consequência imediata? Ninguém quer se incomodar com o maior cliente da publicidade no Estado e, daí, ninguém programa o “jornaleco irresponsável”. Esse escândalo que estourou agora no Banrisul mostra o uso político das verbas de publicidade. Dez milhões foram tungados para pagamento de propinas e caixa de campanha. O Banrisul patrocina o principal prêmio de jornalismo do Estado, o Prêmio ARI, da Associação Riograndense de Imprensa. Tenho várias fotos com o presidente do banco entregando prêmios ao JÁ. Mas, desde 2003, quando Germano Rigotto assumiu como governador, o Banrisul baniu o JÁ das suas programações publicitárias. O maior banco do Estado anuncia até em jornalzinho de pet shop, só não anuncia no JÁ. Será que isso tudo é mera coincidência?

CA – E o que vai acontecer agora? Qual é a saída para o JÁ?
ELMAR – Nesse momento muitos interesses se juntam para tirar o jornal de circulação. Eles não vão conseguir. O JÁ vai resistir. Apesar do silêncio público, estamos recebendo muitas manifestações de apoio. Os artigos do jornalista Luiz Cláudio Cunha, em novembro e agora, no Observatório da Imprensa, abriram uma grande frente de resistência, reproduzidos em centenas de blogs pelo mundo afora. Acho que vamos comemorar os 25 anos em outubro com grandes e boas novidades.


Clique aqui para ler “Rigotto quer fechar um jornal ? A odisséia de um jornalista gaúcho”.
Conversa Afiada

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

GOOGLE É MULTADO EM 50 MIL POR PEDIDO DE NETINHO

O juiz auxiliar da propaganda eleitoral Luís Francisco Aguilar Cortez aplicou multa de R$ 50 mil a Google Brasil Internet Ltda., por veiculação de vídeo, no Youtube, com uma apresentação do vereador e candidato ao Senado Netinho de Paula (coligação União para Mudar), com a letra de sua música alterada. Cortez determinou ainda a retirada do vídeo, com multa diária de R$10 mil em caso de não cumprimento da decisão, confirmando a liminar dada em agosto.

De acordo com a sentença, “o vídeo disponibilizado altera apresentação artística do próprio requerente [Netinho], inserindo outra letra na música, com conteúdo ofensivo, porque atribui-lhe a prática de agressões físicas contra mulheres e defende tais condutas”. Para o juiz , o caráter ofensivo da divulgação é inegável pois faz referências à prática de conduta ilegal por Netinho, o que é vedado pela legislação eleitoral.

A representação foi proposta pelo candidato José de Paula Neto e coligação União para Mudar (PRB / PDT / PT / PTN / PR / PSDC / PRTB / PRP / PC do B / PT do B) contra a Google Brasil Internet Ltda. e Universo Online (UOL) S.A., sendo que a última cumpriu a liminar retirando o vídeo, razão pela qual não foi penalizada.

Cabe recurso ao TRE.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ANUNCIO "CRIMINOSO" VOLTA AO CORREIO POPULAR

NA RAC LUCRO PESA MAIS QUE JORNALISMO

A empresa (RAC - Ruim Antes de Cristo) publicadora do jornal Correio Popular em Campinas/sp tem fome de lucro e, portanto, coloca o jornalismo que produz em segundo plano para não dizer na latrina. em postagem anterior de 30/06 já falei sobre o assunto.

Sem que eu imaginasse o anúncio deixou de ser publicado. Mas não por muito tempo. Hoje o caderno de classificados, na sua página 4, mostra o "dito cujo criminoso" estamapado ao alto da segunda coluna, bem em baixo da rubrica Correio Popular e da data - campinas, terça-feira, 7 de setembro de 2010: DIPLOMA - 1o. e 2o. grau ou superior em qq área em 15 dias.

Isto só pode significar que, ou a Polícia Federal não fez o serviço direito, ou a RAC (empresa) está cagando e andando para o que seu jornalismo diz.

Afinal o classificado de 6 linhas, com base na tabela de preços, custa 6 x 8,96(preço por linha) que dá R$ 53,76 por publicação nos dias de semana. Nos domingos este preço sobre para R$ 13,44 por linha, portanto R$ 80,64. No mês, a RAC abocanha, com o anuncio considerado criminoso pelo seu jornalismo: nos dias úteis 24 x 53,76 (se consideramos o mes com 4 semanas)= R$1.290,24 + 4 x 80,64=322,56 nos domingos e R$ 1.612,80 no final do mes.

Eita anúncio criminoso bom este não? Tenho certeza que o diretor presidente da empresa Silvino Godoy acha...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O PERIGO DAS TWITCAMS

AGORA A EXPOSIÇÃO DE CORPOS É AO VIVO

Quem tiver um tempinho(a perder)deve conhecer a nova sensação da rede: TWITCAM. Com muita facilidade agora qualquer pode se fazer ao vivo na rede. E quem mais está usando a novidade são os jovens, principalmente as jovens adolescente e seus corpos maravilhosos.

Acontece que a coisa funciona mais ou menos como um jogo em busca de um maior número de expectadores (viewrs). E para conseguir esta pltéia numerosa as meninas moças fazem qualquer coisa, entre elas, tirar a roupa ou insinuar que vai tirar conforme o número de expectadores aumenta.

Nesta brincadeira estão sendo levadas também crianças que, sem a devida orientação de seus responsáveis estão se expondo via TWITCAM. Ontem, por mais de uma hora, no período da tarde, três meninas que se diziam ter 12 anos (mas demonstravam menos) se expuseram ao vivo. Acabaram sendo levadas pelos VIWERS a mandar beijo para um monte de personagens fictícios como Banda Power Guido, Paul in Cool e por aí vai.

Uma festa delas na ausência dos responsáveis e para a legria da galera...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

VERGONHA: CORREIO POPULAR DENUNCIA ANUNCIANTE

VERGONHA: ANÚNCIO "CRIMINOSO" CONTINUA PUBLICADO PELO CORREIO

Na edição de hoje o Correio Popular informa que "PF e DIG vão investigar rede montada para vender diplomas" e enfatiza: "O esquema foi revelado pelo Correio em reportagem no último domingo."

Desde a matéria de domingo o Correio explica que "um grupo da capital atua no múnicípio há pelo menos um ano e que o esquema criminoso foi levantado depois da reportagem tomar conhecimento do golpe em anúncio publicados em classificados em jornais"

VERGONHA
Além de omitir nas reportagens onde denunciou o "esquema criminoso" o fato do anúncio classificado ser publicado diariamente no caderno de classificados do Correio Popular e provavelmente no dos outros veículos da RAC - portanto faltando com a verdade para seu leitor e o jornalismo - ainda continua publicando o anúncio do "esquema criminoso" como se pode ver na página 1 de seu caderno de classificados de hoje que curiosamente, na distribuição aleatória dos classificados nas colunas, permitiu que o "criminoso" ficasse, em destaque, no topo da coluna à direita da página.

A vergonhosa atitude demonstra que a RAC não dá mesmo a mínima para o jornalismo produzido nas redações de seus veículos e tem interesse voltado apenas para o lucro.
Ora, como pode, no domingo a reportagem apontar o "esquema criminoso" via anúncios classificados e o Correio continuar a publica-lo? Provavelmente o comercial não lê os cadernos editoriais da publicação.

E curiosamente também é que, na matéria de hoje, vários órgãos orientam as pessoas a recorerem à polícia diante destes casos enquanto no caderno de classificados o anúncio remete os leitores ao esquema sabidamente "criminoso".

Como fica alguém que lê hoje o classificado publicado pelo Correio e acaba lesado pelo esquema? Não teria o direito de acionar também a RAC pelo prejuízo? Uma questão para a Justiça

terça-feira, 4 de maio de 2010

JORNALISMO E CREDIBILIDADE

"o grupo rac é um exemplo de jornalismo..."

A afirmação acima só podia vir mesmo de dois editores da empresa.

Está no CP de hoje o artigo com o título ao alto, assinado por Rui Mota e Marcelo Pereira, o primeiro editor de opinião e o segundo editor executivo (status de tempo modernos) onde eles afirmam que "o Grupo RAC (o negrito é deles) é exemplo de jornalismo de personalidade amparado em vários veículos e níveis de complementariedade..."

Só esqueceram de dizer o nível dos vários veículos, entre eles, diga-se de passagem, está aquele que denominamos "A Coisa" e que, por eles é chamado de "Já", uma corruptela do verdadeiro nome "Notícias Já" usado assim por já existir (desculpem o trocadilho) um JÀ verdadeiro no sul do país. Esta coisa que jamais deveria ser considerada jornal, infesta as ruas dos bairros periféricos e roda de mão em mão de um público que, com quase nenhuma escolaridade mal sabe ler e se deleita com fotos de famosos ou não em poses ousadas a mostrar bundas e vulvas, principalmente. Como se isto fosse característica de jornal "marcado pela defesa intransigente da verdade, a divulgação de conceitos de civismo e cidadania plenos, na defesa da liberdade e como instrumento político"

Como dizem os editores a rac faz jornalismo de personalidade...do dono!

O próprio CP se mantém vivo graças à falta de concorrência e assim pode, até, se vangloriar por incluir fotos de leitores na coluna Correio do Leitor. A repetição dos mesmos na coluna tem servido muito mais para divulgar nomes de interessados em projeção por anseios políticos eleitoreiros.

Jornalismo de personalidade?

Ha, sim, eles devem estar falando de um O Estado de S. Paulo que tem investido pesado em iniciativas ousadas e criativas no sentido de manter seus leitores e avançar na busca de novos reformulando graficamente cadernos como o "Estadinho" que circula agora em formato de gibi e com conteúdo de "gente grande" ou criando cadernos como "Paladar", "LINK" e "Sábatico". Este último, considerado uma afronta aos tempo modernos, reinsere o jornal em espaço que a maioria refuta, ou seja fomentar o interesse pela leitura nos tempos de finais de semana.

Em contrapartida o CP mantém um tal "Caderno C" sobre rubrica de "cultura e variedades" que, dia após dia mostra como gastar mal dinneiro com tinta e papel. Entre suas proezas está a manutenção de uma coluna social nos moldes do século XIX onde um tido "colunista" com tida circulação liberada nos mais altos meios sociais publica fotos dos "expoentes" e notas tipo: "A coluna soube em primeira mão..." ou "fulana vai ser bombardeada de beijos amanhã quando emplaca idade colorida." Não é lindo?

Não bastasse isto o caderno (diga-se editores e diretores) dispõe espaços nobres para material duvidoso ou no mínimo distanciado da realidade local cuja cobertura só acontece graças ao tradicional jabá "o repórter viajou a convite de quem pediu para escrever" como é o casao da edição de hoje em cuja capa se fala sobre o badalado Festival de Cinema do Recife para o jornalista João Nunes, que agora atua como freela para o jornal e foi cobrir com tudo pago pelos organizadores do Festival. Em troca o jornal cedeu a capa do caderno.

Assim em edição de seis páginas, lá se foi a primeira com assunto que o leitor encontra certamente muito melhor trabalhado em jornais de circulação nacional.
Lá se foi a segunda com um artigo de Arnaldo Jabor que, por ser de agência, está em todos os jornais que a assinam, independente do tamanho, importância ou personalidade do jornal; tem ainda texto assinado por Cristina Fibe, da FolhaPress, de Nova York, com o sugestivo título; "Tribeca premia longa sobre síndrome de Down" que só lendo mesmo para ver quanto o campineiro precisa saber disto; e ainda, na mesma página o enche linguiça de sudoku, cruzadas, e quadrinhos.
Na página três (desmerecendo a importância editorial da página) programação de cinema e um pequeno roteiro de lazer e cultura (o que talvez tenta justificar o C do título do caderno).
Na página quatro, no alto, o já inaguentável José Simão e seu antitucanês e lulês. Depois programação de TV e claro horóscopo.
Na cinco a tal coluna social.
Na última página o caderno esbanja PERSONALIDADE e estampa fotos e texto gigante sobre uma séria norteamericana do canal pago Boomerang, assinado por dois (isto mesmpo, dois) jornalista da Agência Estado radicados em Los Angeles. E no pé uma foto de Ethan Peck, que o título identifica como "Neto de Gregory Peck atrai as atenções". Vai ser dificil a moçadinha descobrir que é o avô do bonitinho e por fim na coluna "em resumo", cinco notas: duas nacionais e três internacionais todas assinada pela FolhaPress.

Pergunta aos editores:

A que personalidade eles se referem no texto do artigo afinal?